Cultura e poder nas organizações educativas e suas implicações na gestão democrática; Gestão de Pessoas, Convivência, Motivação, Participação e autonomia.
Perguntas e Respostas | Aula 2
As diferenças entre autoritarismo e autoridade residem nas diversas maneiras como a autoridade é exercida. a) O autoritarismo é um dos modos do exercício da autoridade, diga-se de passagem, um modo desqualificado de uma pessoa que se encontra em posição de liderança.
b) A pessoa que ocupa a posição de liderança também pode exercer a sua autoridade de modo a ser referência para os outros, pelo seu modo de ser e de agir. Não precisará provar nada, pois é como é. Será reconhecida. Saberá ouvir quem a procure sem medos e sem sentir-se ameaçada. Possui sabedoria e conhecimentos para criar e estabelecer regras e normas, e saberá avaliar as exceções quando elas surgirem. Será capaz de demonstrar visão de futuro, percebendo novas tendências, novos valores, hábitos e costumes.
A escola pode convidar os artistas, as lideranças, os sábios do local para conjuntamente pensar modos de preservação da cultura. Os alunos podem entrevistar as pessoas que sabem sobre a historia da localidade, construir painéis, debates, feira de cultura etc. São infinitas maneiras de a escola se tornar um espaço vivo através dessas pontes.
A autonomia da escola não é dada nem absoluta, é conquista. Mesmo dentro de um sistema de ensino controlador, a comunidade escolar pode fazer muito para planejar o destino da sua escola, através de um projeto político - pedagógico construído por todos. As Leis não impedem projetos singulares que visem a melhoria da qualidade da aprendizagem dos alunos, nem os secretários de educação proíbem as ações das escolas que tenham como finalidade melhorar a qualidade da educação. Logo, é preciso cada escola se perguntar sobre a autonomia que querem construir. Não é tarefa que se realiza de um dia para a noite, mas as brechas são muitas.
São inúmeras as possibilidades de se iniciar atividades de voluntariado na escola. Primeiro a escola precisa saber quais são os projetos condizentes com suas funções e necessidades. A atividade de voluntariado, qualquer que seja, precisa estar de acordo com o projeto político-pedagógico, contar com a aprovação da comunidade escolar, além de ser coordenada para que não prejudique as atividades escolares regulares.SUGERIMOS INICIAR POR UM PLANEJAMENTO. Antes de iniciar as ações e projetos de voluntariado, sejam eles com a participação de voluntários externos ou com a comunidade escolar, o ideal é que a escola construa um planejamento que esteja de acordo com seu projeto político-pedagógico. Nesse planejamento cabe à escola avaliar suas necessidades, pedagógicas e de infra-estrutura, e definir como será a participação dos voluntários. A partir daí ela poderá estabelecer de forma clara as diretrizes, estratégias e objetivos. Começa com uma ação, vai avaliando e encontrando saídas próprias.
Isso cada escola faz de acordo com sua comunidade; na escola em que trabalho por exemplo realizamos gincanas e temos um conselho de ética e disciplina da escola que permite a comunidade, alunos, pais e membros da escola participarem das decisões administrativas da escola. A escola pode estabelecer interligações entre comunidade e escola, convidando seus membros a participar como voluntários do processo escolar e levando os alunos a participar das problemáticas de sua cidade, emprestando, desse modo, ao currículo, um sentido de realidade, tal como deve ter. A escola é um espaço social e cultural, onde todos podem assumir o que querem e onde querem chegar. Cabe a equipe escolar em conjunto com a comunidade local, possibilitar uma educação com organização e planejamento pedagógico, visando o sucesso dos alunos.
Contra o comodismo só tem uma saída: AÇÃO! Par refletir sobre isso deixo o que Paulo Freire nos ensinou:“Escola é...o lugar onde se faz amigos,não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados".Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se "amarrar nela!” Ora, é lógico... Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz! ( Paulo Freire)
A escola pode construir uma pesquisa para levantar todas as manifestações culturais da região, convidar os artistas, as lideranças, os sábios do local para conjuntamente pensar modos de preservação da cultura. Os alunos podem entrevistar as pessoas que sabem sobre a historia da localidade, construir painéis, debates, feira de cultura etc. São infinitas maneiras de a escola se tornar um espaço vivo através dessas pontes.
A primeira ação é conjunta. Tenta se reunir com os demais colegas e elaborem um projeto que envolva o aluno através da arte. Qualquer disciplina pode pensar numa cuminância com arte. É preciso entender que as vezes o aluno não se interessa pelo assunto, porque não traz nada ligado à vida dele. Então como vai fazer sentido? Junte-se com professores de diferentes disciplinas elaborem uma unidade em torno de um tema que desperte o interesse do alunado, desenvolvam o tema durante uma unidade inteira e organizam a culminância com uma feira de arte, ( musica, dança, teatro, pintura, painéis etc. ). Avalie com os alunos, peça sugestões e assim por diante.
Quando um diretor exerce assim a sua função, cabe aos professores se fortalecerem coletivamente. Assim, um grupo forte e unido não pode se submeter aos ditames do autoritarismo, muito menos, de conduta maxista. Unam-se!
40% é menos que a metade. 60% pode dar mais visibilidade, publicidade sobre um fazer pedagógico menos mecanizado, que aos poucos os outros poderão aderir. Nós não temos o poder de mudar que também não está com disposição para tal.
Não há dúvida que somos impulsionados pelo desejo. Este é o ingrediente determinante da ação. Assim, a ação é a própria materialidade do desejo. Não há como perceber o desejo numa abstração, mas pelo que se faz e como se faz. Perceba as ações e o modo como elas se expressam na prática, para saber do desejo. Como é que você sabe que alguém deseja outro? Pela ação, não é? Então?
Como sua escola vem decidindo o projeto pedagógico? Quantos participam das reuniões para decidir o destino da escola? Que tipo de ação vem sendo implementada na sua escola para melhorar a aprendizagem dos alunos, a relação com a cultura local, a relação com os pais , etc. Os alunos participam de reuniões? Tem Grêmio estudantil na sua escola? Os alunos discutem com os professores , coordenadores e diretor sobre o as normas que devem guiar a escola? É uma infinidade de ações que a escola vai conquistando e marcando a sua gestão autônoma. Não conheço nenhuma lei que obrigue a escola a deixar de fazer para melhorar a qualidade da educação que nela se realiza. Autonomia é conquista e a escola publica é lugar privilegiado para essa conquista.
Percebo que a modificação virá na medida proporcional em que Concebermos de fato e de direito o que é Ser Construtivista, pois nossa prática docente ainda é enrigecida, fragmentada e MUITO tradicional. Com certeza se sua prática em sala de aula, bem como, na comunidade em que se insere, fundamenta-se num processo de ensino-aprendizagem-sentimento que leva em conta a história, a cultura e as concepções espirituais (morais ou de sentido de vida) do ambiente em que a criança está envolvida, sem dúvida, esta no futuro será uma verdadeira disseminadora VIVA da cultura rural. Reconheço que a mídia, em função do sistema capitalista, bestializa a concepção da cultura rural.
Por que a ideologia dominante historicamente construída valorizou o saber supostamente culto e científico em detrimento dos saberes populares ou do senso comum. Por quanto tempo nossa educação seguiu (repetiu) padrões e conceitos americanos, por exemplo?
Sou suspeito, mas como humanista compreendo que toda construção ocorre de dentro para fora, afinal, muito importa que o homem desperte e conheça o que tem dentro, que embora pareça nada, é tudo; senão apega-se ao que tem fora, que embora pareça tudo, é nada para si, para o meio e para seus semelhantes. Desta forma, a escola não é um espaço de ensino, mas deve ser um Centro de Estudos Neo-filosóficos da Vida, do Ser Humano e da Consciência das crianças a ser sensibilizada, desperta em prol de renascer para valores universais de convivência e saber. Assim, quanto mais o gestor escolar congregar EDUCADORES ou docentes que reconhecem em si e de si sentimentos, pensamentos e atos que expressam um senso de missão educacional, maior o contágio social. Toda empresa tem uma missão e esta deve ser constantemente alimentada, regada e elevada como príncípio Mor da equipe de trabalho. Assim, trabalhar com Valores Humanos é de suma importância. Por que toda semana a escola não trabalha uma LEI (Lei de Igualdade, Fraternidade, Lei do Sentir, Lei do Equilíbrio, Lei da Causa e Efeitos, Lei de Criatividade, Lei de Amor e Moral, Lei de Afinidade etc), que nada mais é do que uma norma geral e necessária, ditada pela razão e dotada de sansão, de forma interdisciplinar em todas as disciplinas? No final da semana passa como dever de casa algum texto sobre tal Lei e algumas atividades para que a criança construa necessariamente com seus pais. Sensibilizando na escola e na família, é um passo para sensibilização social. NÃO SE ILUDAM, É UM TRABALHO DE FORMIGUINHA! Construir núcleeos de estudos sobre Consciência, Inteligência, Ludicidade, Psicomotricidade, Geniologia, Criatividade, por exemplo, sob a orientação de um dos docente em cada núcleo é fundamental. Todavia todos os docentes devem estudar em todos os núcleos, bem como, uma vez por ano produzir oficinas referentes aos mesmos com a participação dos alunos e da comunidade. A proposta é que cada núcleo se torne verdadeiros centros de estudo e pesquisa com o fim de ofertar atividades extencionistas a comunidade.
É de fato um desafio e tanto!!! Até porque a motivação é intrínseca e não extrínseca. Logo, conhecer o grupo docente e saber se ele coaduna com a missão ou valores da atual gestão, é o primeiro passo no intuito de transformar esse grupo numa equipe de trabaho com metas a pequeno, médio e longo prazo. Grupos de estudos na escola entre os professores fortalece os laços e torna-se ambiente de inspirações e reestabelecimento de metas e atividades. Sugiro a leitura do artigo que escrevi: "CONSCIÊNCIA MORAL, ÉTICA E ESTÉTICA: UMA CONTRIBUIÇÃO A FORMAÇÃO DE EDUCADORES". Ver no site: www.conscienciologia.pro.br .