Gestão escolar
Módulo 5
Gestão do Plano de Desenvolvimento da Escola
19 de junho e 10 de julho de 2008
Faça sua inscrição

Competências
Aula 1
1. Conhecimento do marco legal que sustenta o PDE;
2. Compreensão dos elementos constitutivos do PDE.
Aula 2
1. Participação da equipe gestora no processo de discussão, construção, implantação, implementação e acompanhamento;
2. Identificação das dimensões de valores democráticos na gestão do PDE.
Ementa
O marco legal que embasa o PDE e seus elementos constitutivos. Participação e articulação do gestor, dos professores e da comunidade na discussão, construção, implantação, implementação e acompanhamento do PDE na Unidade escolar.
Perguntas e Respostas | Aula 1
A melhor maneira de construir um PDE é envolver bem a comunidade. Cada segmento deve estar bem representado no grupo responsável pelo PDE. Outra coisa fundamental, é uma boa orientação de alguem que entenda bem a metodologia a ser implantada.
O primeiro passo é a sensibilização da comunidade escolar. Isso pode acontecer por meio de palestras, reuniões, estudos dos manuais, etc.
As metas são etapas/partes do objetivo. Se o objetivo é combater a reprovação, uma boa meta seria reduzir de 15% para 10% a reprovação em 2008.
O PDE precisa ser revisto anualmente. Entretanto, o seu acompanhamento é permanente, ou seja, mensal.
PDE surgiu das teorias sobre planejamento estratégico, no final dos anos 90.
Missão e valores servem para guiar as ações da escola. Por exemplo: se pontualidade é um valor da escola, não se pode admitir que uma reunião começe com atraso. Os valores comuns a todos devem ser explicitados e respeitados. Quando à missão, ela significa o propósito da escola. As escolas têm propósitos parecidos, mas não iguais.
A divulgação e a capacitação dos gestores é a melhor forma.
O plano de curso de uma escola, como todo planejamento, deve ser elaborado de forma participativa, democrática, fazendo com que todos os professores se sintam responsáveis pela sua implementação. O PDE é um instrumento de gestão. Ele orienta as escolas no planejamento, execução e avaliação de suas ações. Assim, a gestão escolar, passa a ser mais eficiente e eficaz, voltada à aprendizagem dos alunos.
O PDE, como instrumento de gestão, busca a solução de problemas externos e internos que interferem na aprendizagem. Ao realizar o seu planejamento estratégico, a escola analisa o seu desempenho passado, seus processos, suas relações externas e internas, seus valores, sua missão, suas condições de funcionamento e seus resultados. A partir dessa análise, ela projeta o seu futuro, define onde quer chegar, que estratégias adotará para alcançar seus objetivos, que processos desenvolverá e quem estará envolvido em cada processo.
Com o PDE é possível, numa gestão democrática:
1.      Trabalhar com o planejamento de ações;
2.        Organizar melhor e aproveitar bem seus recursos;
3.    Definir seus objetivos e obter resultados positivos;
4.        Exercer sua autonomia com competência. Na verdade o PDE visa a modernização da gestão e o fortalecimento da autonomia da escola, mediante a adoção do modelo de planejamento estratégico voltado para a racionalização e a eficiência administrativa.
A elaboração do PDE deve ser iniciada antes do ano letivo, na chamada “semana pedagógica” e deve ser continuado, acompanhado, discutido, avaliado durante todo o ano letivo, particularmente, nos momentos do “AC”. O PDE é um instrumento do dia – a – dia. Não adianta planejar se não se tem o entendimento da importância desse planejamento.Já se disse, com razão, que a escola que não consegue planejar está planejando o próprio fracasso.
Segundo a concepção do PDE a autonomia da escola é assegurada pela destinação de recursos diretos, os quais devem ser geridos com a participação do Conselho Escolar. Afirma-se que a autonomia fortalece a identidade da escola e incentiva a participação da comunidade em seu apoio. Com a participação da comunidade, mesmo naquelas escolas onde não se destinou recursos financeiros específicos para o PDE, existe a possibilidade a partir de bons projetos elaborados pela comunidade escolar, de conseguir esses recursos para investimento em insumos e inovações, como materiais didáticos e tecnológicos, bem como para processos de capacitação permanente para professores, funcionários e pais de alunos.Cada escola é uma realidade e por isso deve estar sempre buscando soluções próprias.
Perguntas e Respostas | Aula 2
O grupo gestor tem o papel de coordenar a construção coletiva da PDE da sua escola, bem como apoiar, acompanhar, avaliar, orientar e reorientar a sua execução. Desta forma o grupo promove um trabalho coletivo ordenado, que resulte na preservação e manutenção da escola e, principalmente, na melhoria da qualidade do ensino, com resultados positivos para os estudantes.
Na Gestão Democrática a dimensão mais importante é a da PARTICIPAÇÃO, como está contido no ART 14 da LDB. Além da PARTICIPAÇÃO é importante também a AUTONOMIA, compreendida como um processo de conquista do trabalhador da educação.O Projeto Político Pedagógico (PPP), o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) e o Regimento Escolar (RE), construídos pelos educadores da Escola, são instrumentos de exercício de autonomia (ler o ART 15 da LDB).Além da participação e da autonomia não podemos deixar de considerar a LIDERANÇA, que deverá desenrolar-se no sentido da revitalização da democracia e da participação de todos os implicados nos processos educativos, assumindo assim uma feição emancipadora e facilitadora na capacidade de decisão coletiva.
A participação plena dá às pessoas a oportunidade de controlar o próprio trabalho, sentirem-se autoras e responsáveis pelos seus resultados, parte orgânica da realidade e não apenas um simples instrumento para realizar objetivos institucionais.Com a prática da participação plena é possível superar o exercício do poder individual e de referência e promover a construção do poder da competência, centrado na unidade social escolar como um todo.A participação em seu sentido pleno é caracterizada por mobilização efetiva dos esforços individuais, para superar atitudes de acomodação,alienação, marginalidade, comportamentos individualistas, estimulando a construção do espírito de equipe.A participação do faz-de-conta é aquela onde as decisões são tomadas individualmente, ou por grupo restrito, ficando o coletivo apenas para referendar essas decisões. É uma forma inadequada de participação, com resultados altamente negativos, que deterioram a cultura organizacional da escola, por destruir qualquer possibilidade de colaboração benéfica. Promovem o descrédito nas ações da direção, geram desconfiança, insegurança e destroem as sementes e motivações da participação efetiva.
A Autonomia se conquista com competência e é com competência que se distribui responsabilidades. Isso significa que o Gestor deve compatibilizar a dimensão da responsabilidade como perfil do profissional a que se quer delegar. Conhecer as possibilidades e potencialidades dos componentes de cada membro de sua equipe para dividir tarefas de forma conseqüente, para que elas possam ser bem cumpridas.
Com a falta da participação os gestores passam a se constituir meros instrumentos para a realização de objetivos institucionais, não superando o exercício do poder individual. Falta respeito a valores substanciais como ética, solidariedade, equidade e compromisso.Hoje, só se entende o trabalho escolar como uma ação de caráter coletivo, realizado a partir da PARTICIPAÇÃO.
Este grande desafio pode ser minimizado com capacitação dos professores, fazendo um projeto simples e aproveitando as pratas da casa. Sobre as salas superlotadas, o professor pode desenvolver dinâmicas onde aconteça a integração de toda a turma e ainda, ser um professor que faça a diferença e tenha domínio de sala. Sei que falar é fácil, porém posso dar o meu depoimento pois também sou professora e já passei por situação idêntica.